terça-feira, 13 de outubro de 2009

AGORA TEM!?


Na carroça do ônibus que faz a linha gratuita do circular CAB, os comprimidos e indignados passageiros, majoritariamente funcionários das secretarias estaduais, vociferavam sobre o governo Wagner. No calor sufocante daquele dito meio de transporte, comentavam e avaliavam-no entre péssimo e ruim. Os argumentos soltos entulhavam-se em insatisfações que as pesquisas não registram, mas existem no cotidiano daqueles que serve ao público, ao povo.

Fui instigado a viajar em minhas experiências recentes e das pessoas próximas e constatei que aqueles que falavam das melhorias na saúde não precisavam madrugar para conseguir uma simples consulta, esperar 06 (seis) meses para fazer um exame ou se humilhar perante um radialista para consegui-lo, fato que nos faz acreditar que não basta reformar ou construir hospitais é preciso profissionalizar o atendimento, tornando-o eficiente, eficaz e respeitoso.

O show da infra-estrutura não pode ser uma re-edição e renomeação de programas e ações travadas pela politicagem do Governo Lula que se dizia democrático e utilizou métodos que condenava. Vide o metrô de Salvador, com verbas suspensas. Enquanto os metrôs de Recife e Brasília crescem, o de Salvador atrofia.

Na cultura, dividir não é desmantelar. O interior do Estado precisa sim de cultura, mas Salvador não pode deixar de tê-la. Não se descobre um santo para cobrir outro.

Na educação, agricultura, desenvolvimento urbano, relações institucionais e com o funcionalismo tudo só tem, tem, tem propaganda. Os discursos são belíssimos mais a realidade é outra. Quem precisa é quem sabe. Ações ou são de manutenção ou são pontuais, não representando programas de governo.

Na área de segurança não é sensação não, é a realidade, as cidades e os bairros estão vulneráveis e o Secretário de Segurança sorridente dizendo na televisão que vai comer um tira-gosto e que o “sistema esta Light”. Pense no absurdo! Só dando um toque para ele se recolher.

O povo acreditava que Wagner foi eleito para fazer mudanças e não para deixar as coisas piores do que estavam ou ficar fazendo pose e discurso de Republicano. Não é preciso autoritarismo e nem chicote, mas autoridade.

Lamentavelmente as paixões e o fanatismo dos “esquerdistas” encobrem a realidade. Tapam o sol com uma peneira e não ajuda o Governador. Elogios massageiam o ego, mas geralmente distorcem a realidade.

Justamente quando passavamos na entrada do TRE, alguém sentenciou que ”Wagner estava rasgando sua biografia ao agir como político comum e fisiologista” por negociar cargos e secretarias, visando apenas uma reeleição, um projeto de poder. Por colocar debaixo de suas asas “companheiros” sem ou com outros compromissos, deixando sua administração ser comprometida e conduzida à falência e quem pode pagar caríssimo por isso somos nós.

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