Após análise das informações disponíveis
no site oficial do Esporte Clube Bahia esta intrigante pergunta me ocorreu:
Cadê o torcedor do Esporte Clube Bahia?
Sim! Cadê a nação tricolor que em
1988 tomou conta do aeroporto Dois de Julho e das ruas de Salvador comemorando
o nosso segundo título brasileiro? Cadê os 50.000 tricolores que em 2006, clamando
aos pés do poeta Castro Alves, queriam a devolução do Bahia? Cadê os 60.000 torcedores
que assistiram na Fonte Nova o retorno à primeira divisão do Campeonato
Brasileiro e a trágica morte de sete apaixonados tricolores no ano de 2007? Cadê
os bravos democratas de 2013?
Hoje, dezembro de 2014, temos
apenas 14.900 torcedores como sócio, das quais só 7.236, 48,5% estão aptos a
votar nas eleições para a escolha do novo Presidente e do Conselho Deliberativo.
Muito pouco para o gigante que é o Bahia.
Os torcedores/sócios, aptos a
votarem nas eleições garantem R$ 289.440,00 mês e R$ 3.473.280,00 no ano de
2014 de receita para o Bahia. Se os 14.900 torcedores/sócios estivessem adimplentes
estas receitas dobrariam. Recursos importantes e que não poderiam ser desprezados
para a manutenção e melhoria do Bahia em todos os aspectos.
Pior, 14.900 torcedores/sócios, são
apenas 29% dos 50.000 que desfilaram na Avenida Sete em 2006; 23% dos 60.000
que assistiram a ascensão do Bahia em 2007 na Fonte Nova; 0,43% em relação 3.400.000
torcedores estimados pela pesquisa IBOPE e que estabeleceu o ranking das
torcidas em 2014. Qual o potencial e a importância desta torcida para vida
financeira, administrativa e esportiva do Bahia?
Um potencial desprezado e alijado
pela atual “gestão suspensório”. 52% de inadimplência é um índice inadmissível
em qualquer segmento empresarial, mas, que para os dirigentes do Bahia nada
significa. Enquanto isso os torcedores gastam mais com assinatura de TV a Cabo
e Pay-per-view do que com ingressos e mensalidades de sócio. O que ganhamos
sendo sócios do Bahia? Para que ir ao estádio?
Mas, o que esta por detrás destes
frios números é o distanciamento do torcedor da vida do esquadrão de aço. O
torcedor do Bahia sofre a distância, nos bares, nos sofás, nas esquinas, na
escuta das resenhas esportivas, mas, não vive o cotidiano do nosso amado clube.
Por quê? Qual a intencionalidade deste desprezo pelo torcedor que é o maior patrimônio
do Esporte Clube Bahia? Tornar torcedores em telespectadores? Fantoches?
A despótica gestão suplantada
pela “democracia” tricolor foi substituída pelo aparelhamento político-partidário,
desastroso, letárgico e estéril, cujo legado, salvo um milagre, será o
vergonhoso e humilhante rebaixamento.
De certo, o distanciamento, a
omissão, o silêncio, o comodismos darão espaço aos destruidores da nação de
aço. E, diante do paradoxo da tragédia e renovação, devemos perguntar: Cadê o torcedor
do Esporte Clube Bahia?
Carlos Moura
Tricolor solitário
Fonte:
http://www.esporteclubebahia.com.br/socios-aptos/http://www.esporteclubebahia.com.br/wp-content/uploads/2013/12/ListaSociosBahia_ATIVO06AGOSTO.xlsx

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