A
concorrência acabou com o monopólio dos taxistas em Salvador e no Brasil. A
exclusividade do serviço foi quebrada de maneira irreversível e a categoria
precisa acordar e compreender este novo momento. Os usuários saborearam algo
diferente, inovador e sedutor, gostaram e aprovaram. Mas, não só os usuários,
também taxistas que estão mudando de lado.
O
serviço de taxi não deixará de existir, mas precisa acompanhar os novos tempos.
Os taxistas precisam mudar radicalmente suas mentalidades, se unirem, se reinventarem,
se modernizarem, pois três elementos poderosos estão contra eles. Elementos poderosos
e invencíveis. O preço, a qualidade e a tecnologia do serviço oferecido pelo
seu concorrente direto.
O
preço da corrida de taxi em Salvador é alto. Os custos e os impostos que compõe
a tarifa afugentam os usuários, mesmo diante da Lei Seca que em tese aumentaria
a demanda de clientes. No outro extremo o concorrente apresenta preços menores,
pois não paga impostos ou tarifas públicas. Uma concorrência desleal que urge
ser corrigida.
A
qualidade, com poucas exceções, do serviço prestado pelos taxistas de Salvador é
lastimável. Os motoristas que fazem ponto no Ferry Boat, Estação da Calçada,
Shopping Iguatemi e Estação Rodoviária, apenas para citar alguns exemplos são mal
educados, impacientes, descuidados e desatenciosos, têm péssima apresentação
visual e higiene pessoal, são seletivos, colocando os passageiros na condição
de mendigos, que imploram por um favor e não pela prestação de um serviço, que
é pago.
O
uso da tecnologia é quase inexistente na frota de taxi de Salvador. Soteropolitanos
e visitante não têm nenhuma ferramenta que facilite o acesso e utilização do
serviço disponibilizada pela Prefeitura ou entidade que represente a categoria.
Os poucos recursos tecnológicos são disponibilizados por grupos particulares,
cuja preocupação é o lucro, não a melhoria constante de atendimento aos
usuários.
Costurando
o preço, a qualidade e a tecnologia, têm-se a linha de fibra carbono da política
que coloca o sistema de taxi dentro uma caixa-preta com muitos segredos a serem
desvendado, alguns privilegiados e uma multidão de escravos do volante.
Caixa-preta protegida pelo sepulcral silêncio da Câmara de Vereadores do
Salvador. Um conjunto de elementos que enfraquece, não moderniza e colocar em risco
a existência da categoria.
Os
taxistas precisam acordar. O sistema de taxi do jeito que esta irá à falência.
Queimar pneu ou engarrafar as ruas, apenas atrapalha a cidade e joga o povo
contra os taxistas, nada, além disso. Não
resolve o problema da categoria. Esta é uma pratica sindicalista primitiva e
ultrapassada que nos dias atuais é inócua. Afinal, A prefeitura, a Câmara de
Vereadores, a Governadoria, a Assembleia Legislativa e o Ministério Público não
funcionam no Iguatemi. Além de engarrafamento e da ira do povo, o que foi
conseguido na frente do Iguatemi?
Quem
são os inimigos dos taxistas? A falta de visão de futuro sobre o mercado em que
atuam e a desagregação da categoria. Os concorrentes não são os inimigos a
serem vencidos. Se estes forem regulamentados, pagarem impostos e tiverem suas
áreas de atuação claramente delimitadas, teremos atividades complementares e o
equilíbrio na prestação do serviço.
Neste
cenário, será útil e eficaz colocar os Vereadores, Deputados Estaduais,
Prefeito, Governador e Promotores na linha de frente deste problema. Pressiona-los
de forma organizada e inteligente, com argumento e proposta factíveis.
Propostas estudadas cuidadosamente e validadas pela categoria, focadas no
coletivo e não no “umbigo” de cada taxista.
Os
taxistas precisam construir uma política pública para assegurar a existência de
suas atividades. Precisam trabalhar politicamente excluindo a politicagem de dentro
da própria categoria, expurgando os oportunistas de dentro e de fora,
reconhecendo os erros, afastando-se da ganância de ganhar a diária em uma só
corrida, procurando soluções e inovações, trazendo a população para o seu lado,
ou melhor, para dentro do taxi.
Na esteira das políticas públicas, esta
inserida a questão da transparência, para a qual cabe perguntar: Qual o
resultado do recadastramento das outorgas para exploração e prestação do
serviço táxi, proposta pela Recomendação nº 003/2016 do Ministério Público da
Bahia à Prefeitura de Salvador, em face do Procedimento de Investigação
Preliminar, Processo SIMP nº 003.0.484/2013?
Ou seja, precisamos saber quem é quem
no serviço de taxi de Salvador. Quem ganha, quem é explorado e por que o
cidadão fica em último plano neste processo. Os taxistas unidos podem colocar a
Vereadores, Prefeitura e Governo do Estado a serviço da sociedade
soteropolitana para:
Ø Promover
reavaliação dos critérios de financiamento para ampliação e renovação
continuada da frota de taxi;
Ø Desenvolver
sistemas informatizados e aplicativos para uma melhor prestação do serviço de taxi
e atendimento ao usuário;
Ø Normatizar
a atividade do motorista auxiliar para evitar a exploração da mão de obra;
Ø Elaborar
estudo científico para reavaliação, racionalização e redução das tarifas do
serviço de taxi;
Ø Estimular
a qualificação periódica e continuada dos taxistas no atendimento ao publico;
Ø Construir
a integração do trade turístico, shoppings, produtoras de eventos dentre outros
segmento econômicos com os taxistas;
Ø Dar transparência
ao processo de concessão dos alvarás dos taxistas;
Ø Implantar
o sistema de avaliação individualizado dos permissionários com foco na
qualidade no atendimento ao cidadão;
Em suma, o serviço de taxi de Salvador precisa
abandonar radicalmente conceitos e práticas antigas. Se reinventar de maneira
urgente, envolvendo os poderes públicos e reconquistando o povo, caso contrário,
os taxistas estarão perdidos.

Mudança já! Caso contrário...
ResponderExcluirDiscordo, Moura, quando fala que táxi paga impostos que Uber não paga. Táxi não paga Dpvat, nem compra veículo do mesmo precopreço que qualquer cidadão comum paga. Paga somente seguro obrigatório e tem benefícios para compra de veículo. Paga um licenciamento anual irrisório.
ResponderExcluirConcordo com vc, Moura! Os tempos modernos trazem mudanças, todos os dias, e isso precisa acontecer também com os taxis; vivemos em uma nova realidade. Meu abraço, Feliz Natal!
ResponderExcluirO Uber chega sem compromisso com código nacional de trânsito.
ResponderExcluirDesobediência a legislação vigente em que diz: não se pode conduzir um ou mais passageiros sem ter placa vermelha e licença da prefeitura.
Isso é contravenção ao código nacional,
Exercendo função sem ser o profissional do sistema.
Vc deve ser taxista... Uber é um transporte privado e não público como o táxi, não há desobediência ao código de trânsito brasileiro uma vez q ele está respaldado na lei q permite o transporte privado de passageiros. Acho que vc tem q ter visão de futuro e entender q a Uber precisa ser regulamentada e adequada...
ExcluirComo exigir políticos melhores,se a propria população é corrupta e não seguem as leis?...realmente isto é Brasil,terra de ninguém...
ResponderExcluirTaxistas não pagam imposto algum. Eles pagam taxas para serviços de vistorias que não chega nem a 2.000,00/ano. Além disso tem desconto e isenção de vários impostos. O certo é que além dos descontos eles também pagassem ISS, aí sim poderiam dizer que pagam imposto. Nós da UBER pagapagaum repasse de 25% do nisso faturamento bruto, isso é muito mais que qualquer imposto. O que está precisando é a prefeitura convocar a UBER e sentar para negociar a forma de repasse de 5% dos 25% que já pagamos. Se a UBER fosse um serviço ilegal a prefeitura teria respaldo para pedir a justiça o bloqueio do aplicativo, que é específico para prestação do serviço de transporte.
ResponderExcluirTaxistas não pagam imposto algum. Eles pagam taxas para serviços de vistorias que não chega nem a 2.000,00/ano. Além disso tem desconto e isenção de vários impostos. O certo é que além dos descontos eles também pagassem ISS, aí sim poderiam dizer que pagam imposto. Nós da UBER pagamos um repasse de 25% do nosso faturamento bruto, isso é muito mais que qualquer imposto. O que está precisando é a prefeitura convocar a UBER e sentar para negociar a forma de repasse de 5% dos 25% que já pagamos. Se a UBER fosse um serviço ilegal a prefeitura teria respaldo para pedir na justiça o bloqueio do aplicativo, que é específico para prestação do serviço de transporte.
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